Posts de Outubro, 2008

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O USO DE MEDICAMENTOS PARA EMAGRECER

Outubro 26, 2008

Achei interessante o artigo publicado pelo Dr Wesley – endocrinologista ( http://www.maringasaude.com.br/drwesley/obesidade.shtml) a respeito do tratamento medicamentoso da obesidade, o qual eu concordo com a sua visão  e o transcrevo abaixo:

fonte: http://www.maringasaude.com.br/drwesley/obesidade.shtml

Tratamento

O emprego de medicamentos para tratamento da obesidade foi durante muitos anos duramente criticado pela imensa maioria da classe médica, inclusive e principalmente pelos endocrinologistas, existindo um grande preconceito contra os médicos que receitavam qualquer tipo de medicamento para a obesidade.
Hoje este quadro tem evoluido, havendo uma maior aceitação pela classe médica da necessidade de algumas vezes se lançar mão de tal recurso.
Ainda hoje, no entanto, ainda há dois tipos de conduta opostas, a meu ver radicais, aqueles que nunca receitam medicamentos e aqueles que os receitam em todos os casos . A meu ver ambas as posições estão erradas, pois hoje é aceitável, a prescrição de medicamentos para os paciente obesos com IMC acima de 30, ou em pacientes na qual a obesidade é tão patológica que o benefício supera as contraindicações dos mesmos. Já existe, inclusive aqueles que preconizam o tratamento do obeso morbido a vida toda com algum tipo de medicamento. Esta nova posição, afirma que a obesidade é uma doença grave, e deve ser tratada como tal. Se outras patologias crônicas tais como o Diabetes, Hipertensão, Cardiopatias, etc, são tratadas com medicamentos (e muitos com graves efeitos colaterais, e nem por isto deixam de ser prescritos), porque não tratar a obesidade com remédios? .Na minha experiência de 26 anos com anorexígenos por exemplo, foram RARÍSSIMOS os casos de efeitos colaterais graves, apenas os habituais, tais como boca seca, leve taquicardia, etc. Sabemos que os medicamentos existentes ainda não são os ideais, e é necessário que a medicina aprofunde as pesquisas para descobrir medicamentos mais eficazes, e deixar-mos de tratar os obesos como glutões irresponsáveis e culpados eternos de seu próprio infortúnio.

Medicamentos Anorexigenos:

Os anorexígenos são erroneamente confundidos com a Anfetamina, na verdade esta nem é fabricada no Brasil, e tem apenas em comum com os anorexígenos o núcleo Fentermina.
As principais indicações para o uso de anorexigenos são:

1- Presença de hábitos alimentares claramente patológicos, tais com bulemia, hiperfagia, e compulsão alimentar.
2- Incapacidade de ingerir dietas hipocalóricas para que haja uma redução do peso.
3- Obesidades mórbidas, com risco para o paciente
4- Paciente com IMC acima de 30 Kg/m2
5- Paciente com IMC acima de 25 Kg/m2 com associação com alguma doença como o Diabetes, dislipidemias e hipertensão arterial
6- Tratamentos ineficazes com dieta, exercícios …etc.

Dietilpropiona:

É o anorexígeno mais comumente utilizado no Brasil. Age como neurotransmissor da noradrenalina, e é a nosso ver o mais potente anorético. Age nos núcleos hipotalâmicos laterais inibindo a fome. Tem um potencial de dependência, mas em nossa experiência vimos pouquíssimos casos . Observamos que ao longo do tratamento, apresenta uma queda da atividade anorexiante com o passar do tempo. As doses variam entre 40 a 120 mg ao dia, geralmente divididas em 2 tomadas.
Os efeitos colaterais mais comuns podem ser: boca seca, constipação intestinal, irritabilidade, insônia e mais raramente taquicardia e hipertensão arterial.

Femproporex:

Também é um anorexígeno de ação semelhante a Dietilpropiona. Age através de inibição do centro da fome hipotalâmico, tendo a noradrenalina como neurotransmissor.
Seus efeitos colaterais geralmente são menos intensos que os da Dietilpropiona. .Os efeitos presentes tais como boca seca, insonia e irritabilidade, geralmente são mais leves.
Nos casos de pessoas idosas, cardiopatas e hipertensos que necessitam de medicação anorexiante é um dos produtos de nossa escolha.
A dose diária varia de 20 a 60 mg ao dia, dividida em 2 tomadas.

Mazindol:

Se o Femproporex e a Dietilpropiona não são anfetaminas, o Mazindol muito menos, pois tem uma ação totalmente diversa dos outros anorexigenos. Enquando aquelas substâncias agem através da síntese ou da liberação da Noradrenalina, o Mazindol age inibindo a recaptação da Noradrenalina nas teminações nervosas.
Neste sentido este teria a vantagem de continuar atuando mesmo após um longo tempo, ao contrário dos outros anorexígenos anteriores que tem sua ação limitada elo exaurimento da reserva de noradrenalina
É possível que o Mazindol tenha sua ação no sistema límbico e não no hipotálamo. Outra possibilidade também é que o ele atue via dopamina.
Independente de sua atuação, é um bom anorexigeno, que no entanto tem sua utilização limitada pelos efeitos colaterais que provoca. Além da boca seca, a obstipação intestinal é quase certa. .Alguns pacientes relatam quadro depressivo, sensação de desconforto, agitação intensa e um sintomas semelhantes a um quadro de pânico….
A dose que preconizamos usualmente vai de 0,75 mg a 3 mg por dia, geralmente dividida em 2 doses.

Medicamentos Serotoninérgicos

São medicamentos que atuam aumentando a saciedade, isto é, a pessoa ficaria satisfeita logo com menor quantidade de comida ingerida, voltando a ter fome em um período mais longo que o usual. Tem também um efeito sobre a compulsão alimentar que é um distúrbio alimentar muito comum em mulheres.

Femfluramina e D-Fenfluramina:

Estes medicamentos serotoninérgicos foram recentemente retirados do mercado pela possibilidade de provocarem lesões de válvulas cardíacas. Por isto não vale a pena comentários a respeito destes fármacos.

Fluoxetina e Sertralina:

São antidepressivos, que podem fazer diminuir o peso pela ação eminentemente serotoninérgica. Ainda não são reconhecidos pelas autoridades sanitárias como tendo indicacão para o tratamento da obesidade. .Seus efeitos, na nossa experiência são fracos e passageiros sobre o hábito alimentar. .Pessoalmente os indicamos para paciente que tem ou já fizeram tratamento anteriores para depressão, para os quais o uso de anorexigenos é formalmente contraindicado. As doses máximas podem variar de 60 mg para a Fluoxetina e 150 mg para a Sertralina.

Sibutramina:

A Sibutramina foi o último lançamento da indústria farmacêutica de medicamentos com ação sobre o sistema nervoso central. .Tem tanto uma ação serotoninérgica , inibindo a recaptação da serotonina e também um efeito catecolaminérgio. O primeiro efeito promove um aumento da sensação da saciedade agindo também sobre a compulsão alimentar e, o segundo, um efeito inibidor na sensação de fome e aumento na queima de calorias.
Efeitos colaterais: são poucos, geralmente cefaléia, obstipação intestinal, boca seca e insonia. Pode haver um aumento da pressão arterial e recomenda-se cuidado na sua administração para indivíduos cardiopatas e hipertensos. Não é derivado anfetamínico e segundo a literatura não há risco de dependência química. Ainda não há estudos sobre sua ação sobre crianças e adolescentes. Por precaução ainda não é indicado sua prescrição para pacientes com menos de 18 anos de idade. Até o presente os estudos não mostraram nenhum efeito sobre as válvulas cardíacas.
A dose habitual varia de 10 a 20 mg em dose única diária pela manhã. No Brasil é vendido nas farmácias nas apresentações de 10 e 15 mg, com os nome comerciais de Reductil e Plenty.

Medicamentos Termogênicos:

São medicamentos que incrementam a queima calórica e tendem portanto a promover a perda de peso. As substâncias mais conhecidas são:

Fenilpropanolamina:
Efedrina
Aminofilina
Cafeína.

São medicamentos raramente usados na prática clínica, e quando usados, o são, como coadjuvantes de outros medicamentos devido a seus efeitos colaterais frequentes que são a taquicardia, hipertensão arterial e estimulo ao SNC.

INIBIDORES DA ABSORÇÃO INTESTINAL DE GORDURAS

No momento contamos como representante deste grupo, com o Orlistat (Xenical) que atua inibindo a ação da lipase pancreática, e provocando com isto uma redução em cerca de 30 % na absorção total de gordura ingerida em uma refeição.
Pelo seu próprio mecanismo de ação o efeito colateral mais comum é o aumento da freqüencia de evacuações e dependendo do volume de gordura ingerida a diarréia intensa.
Tem também um efeito hipolipemiante o que seria teoricamente benéfico para os pacientes portadores de hiperlipidemias.
Os defensores de seu uso, preconizam que o mesmo teria também um efeito educativo para quem faz uso do mesmo, já queos pacientes aprenderiam a comer e identificar os alimentos que contenham indices altos de gordura em sua composição.
Se tomado por um tempo prolongado é recomendável que seja feito uma reposição de vitaminas lipossolúveis.
A dose preconizada é de 120 mg duas a três vezes ao dia, administrada sempre junto com as principais refeições.

Para quem receitar?

Quais os criterios de escolha de um ou outro medicamento?

Seguimos a orientação recomendada pela ABESO (Associação Brasileira de Estudos da Obesidade).

Pacientes de hábito alimentar compulsivo: isto é , pacientes que beliscam o dia todo e que comem devido a um estado crônico de ansiedade, seria mais indicados os medicamentos do Grupo serotoninergico ( Fluoxetina e Sibutramina)

Pacientes com hiperfagia prandial: isto é, pacientes que comem em grandes volumes nas principais refeições, indicamos os medicamentos do grupo dos anorexigenos (Femproporex, Dietilpropiona ou Mazindol)

Uso do Orlistat – Xenical : é mais útil em pacientes que se alimentam em horários regulares, pois o seu mecanismo de ação se dá nas gorduras ingeridas em uma determinada refeição. O Orlistat pode ser administrado como medicação principal ou em associação com medicamento anorexigeno ou serotoninérgico.
Finalmente deixo aqui registrado as palavras do Professor Alfred Halpern:
“A obesidade é, na maioria das vezes, doença crônica que, portanto exige tratamento crônico. Sendo assim, há grande possibilidade de que haja necessidade permanente de utilização de medicamentos anti-obesidade em muitos indivíduos“
“E é aí, no balanço entre indicação e possíveis riscos, que deve se basear o julgamento do médico “

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Dia de prevenção da obesidade alerta para os riscos em engordar

Outubro 11, 2008

Dia de prevenção da obesidade alerta para os riscos em engordar
Os problemas cardíacos ameaçam mais quem está acima do peso ideal Mais da metade da população brasileira apresenta sobrepeso. Entre os motivos que fazem a obesidade ganhar destaque no cotidiano das pessoas, estão a globalização e o avanço tecnológico. A dupla propicia um dia-a-dia mais prático, com refeições rápidas, além de estimular o sedentarismo. (Qual seu peso ideal? Clique aqui e descubra)

A fim de combater o mal, no dia 11 de outubro, é comemorado o dia da prevenção da obesidade. A comunidade médica mundial busca soluções no combate à doença e, conseqüentemente, males congênitos, como colesterol, diabetes, artrose, hipertensão e outros.

Uma descoberta recente comprovou que o aumento da medida da circunferência da cintura é um importante fator de risco para doenças cardíacas. Estas são responsáveis pelos óbitos de 17 milhões de pessoas, por ano, no mundo.

Vale lembrar que o sobrepeso e a obesidade são calculados pelo IMC, índice de massa corporal. O valor é obtido a partir da divisão do peso pela altura ao quadrado. Quando o IMC está acima de 25 significa que a pessoa está com sobrepeso. Já quando o mesmo ultrapassa o número 30, reflete obesidade.

Porém, a circunferência da cintura tem se mostrado um indicador mais preciso. Mulheres com uma cintura de mais de 80 cm e homens com uma cintura de mais de 94 cm apresentam um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares. A medida da circunferência abdominal, feita com uma simples fita métrica, é uma ferramenta efetiva para identificar indivíduos sob risco cardiovascular , reforça Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia do Hospital do Coração.

Ainda de acordo com o especialista, a doença coronariana vascular permanece como a principal causa de morte no mundo. A previsão da Organização Mundial da Saúde é de que, até 2010, a doença cardíaca seja a principal causa de óbitos nos países desenvolvidos.

Mais um fator que contribui para a epidemia da DCV é a prevalência de diabetes. Segundo a Federação Internacional de Diabetes, até o ano de 2025, o diabetes deve aumentar cerca de 70%.

Aliado ao diabetes, outros males associados acabam elevando as chances de desenvolvimento de doenças cardíacas. O conjunto de fatores de risco recebe o nome de Síndrome Metabólica. Nos Estados Unidos, estima-se que 24% da população adulta seja portadora de SM e que, aproximadamente, 60% dos americanos com mais de cinqüenta anos também façam parte dessa preocupante população de alto risco cardiovascular.

Entre os fatores que contribuem para o aparecimento da síndrome, Pavanello cita as características genéticas, o excesso de peso (especialmente na região abdominal) e a vida sedentária. (Insatisfeito com seu peso? Então clique aqui e descubra a dieta mais indicada para você.)

Dicas para o controle do aumento da circunferência abdominal

1- Pratique caminhadas. A recomendação de prática para adultos é de, pelo menos, 30 minutos diários.

2- Conte com a ajuda de pessoas incentivadoras ou que te acompanhem na prática de exercícios.

3- Reduza o tempo passado em frente a televisão ou o computador.

4- Os exercícios físicos precisam ser aliados a um cardápio balanceado. Juntos, eles são considerados terapia de primeira escolha, podendo levar a uma redução expressiva da circunferência abdominal.

5- Antes de dar início a qualquer programa de exercício ou reeducação alimentar, consulte especialistas no assunto.

6- Meça corretamente o abdômen: pegue a fita métrica, tire a camisa e afrouxe o cinto; posicione a fita métrica entre a borda inferior das costelas e a borda superior do quadril. Relaxe o abdômen e expire no momento de medir.

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MEU CURRÍCULO

Outubro 5, 2008
Para visualizar meu currículo visite a página:http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4784549T6